[...] disso. Não gosto quando nada vira tudo, quando noite vira dia, quando frio vira calor, quando você vira eu, ou talvez nós. Não gosto também de precisar tanto de um abraço teu. Meu travesseiro, ah… Onde está meu travesseiro? Quero apertá-lo só para descontar a saudade. Sinto tanto a tua falta, meu menino. E isso dói, em partes. Dias que preciso de ti, manhãs que te ignoro. Noites que te quero, tardes que te mando embora. Sou assim, indecisa no meu mundo. Acho que não sei o que é amar, aliás, quem sabe? Aconchega-se do meu lado, e me explica. Poderia me perder ouvindo uma voz como a tua. Eu só queria entender o porquê da gente amar sozinho.
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